sábado, 18 de abril de 2009




UV: A RADIAÇÃO QUE VEM DO SOL

O Sol emite vários tipos de radiação sob a forma de ondas eletromagnéticas. Cuidado com elas! Das que chegam ao nosso planeta, muitas são prejudiciais aos seres vivos. Felizmente, muitas dessas radiações nocivas são absorvidas pelas camadas superiores da atmosfera, como a camada de ozônio.

As radiações mais energéticas que chegam à superfície da Terra são as ultravioleta, responsáveis pelo bronzeamento da nossa pele. Elas podem ser divididas em três tipos, de acordo com suas propriedades físicas e seus efeitos biológicos: UVC, UVB, UVA. Os raios UVC são extremamente nocivos aos tecidos vivos, podendo matar organismos unicelulares e danificar a córnea, mas são quase totalmente filtrados pela camada de ozônio. Os raios UVB, que só atingem a superfície terrestre em quantidades muito pequenas, são os responsáveis pela vermelhidão da pele depois de uma exposição ao sol e podem causar diferentes tipos de câncer de pele. Os raios UVA são os menos energéticos e também menos problemáticos à saúde, tanto que são utilizados em iluminações de pistas de dança na forma de "luz negra".

Estudos comprovam que o UVB é o principal responsável pelos efeitos de queimaduras da pele, mas o UVA também contribui. A vermelhidão,verificada após a exposição solar prolongada, está associada a uma reação inflamatória, resultado da açào direta de fótons ultravioleta sobre os pequenos vasos sanguíneos ou da liberação de substâncias tóxicas de células epidérmicas danificadas. As toxinas espalham-se pela derme, danificando os capilares e causando calor, inchaço e dor.

A pele possui diversos mecanismos de defesa. O bronzeamento é um deles, mas não dá uma proteção absoluta. É, na realidade, um efeito retardado: acontece depois da exposição ao sol, com a finalidade de tornar a epiderme (camada mais externa da pele) mais espessa. Num momento posterior, ocorre a descamação. Ao longo dos anos, exposições prolongadas à radiação UV podem danificar a pele. Vários estudos indicaram que uma única queimadura por raios solares é suficiente para acarretar mudanças no sistema imunológico do tecido da pele. Assim, doenças como o câncer de pele e o envelhecimento precoce têm maiores chances de acontecer. Porém, podemos evitar esses efeitos nocivos protegendo-nos das radiações solares.

Nesse caso, é importante levar em conta as seguintes informações:

- Ficar debaixo do guarda-sol quando estamos na praia também nos expõe aos raios solares, pois a areia da praia reflete 50% dos raios UV que nela incidem, fazendo com que nos atinjam.

- Os raios UV atravessam a água até uma profundidade de quase um metro. Por isso, uma camiseta molhada permite que 20% a 30% dos raios UV atinjam a pele.

- A neve (só como curiosidade para nós, brasileiros) reflete 83% da luz incidente e é capaz de promover um bronzeado equivalente ao que obtemos na praia.





O ideal mesmo é diminuir o tempo de exposição e tomar sol apenas antes das 10 h e após as 16 h, além de considerar os protetores solares como item obrigatório no kit de praia.

O protetor ou filtro solar é um produto químico que ajuda a bloquear a radiação UV proveniente do Sol. Ele é uma mistura de diversos tipos de substâncias. As mais importantes, obviamente, são os chamados agentes de proteção solar. Os mais antigos são o p-aminobenzóico, conhecido como PABA, e as benzofenonas. Hoje, os mais conhecidos são componentes orgânicos e sintéticos que apresentam a propriedade de selecionar e bloquear os tipos de radiações UV prejudiciais à pele. Existe, ainda, uma variada gama de opções conforme o tempo de exposição ao sol, a região do corpo em que o produto será utilizado ou o tipo de pele. Na composição do protetor, os químicos também adicionam substâncias capazes de fixá-lo até na pele molhada.

Na hora de comprar o produto, verifique sempre o seu fator de proteção solar (FPS). É um número relacionado ao tempo mínimo que uma pessoa pode ficar exposta ao sol sem apresentar vermelhidão após um período de 24 horas. Tecnicamente, esse tempo é chamado de dose eritemal (eritema é a vermelhidão da pele). O FPS é definido comparando-se o tempo necessário para a pele desprotegida ficar vermelha com o tempo necessário para produzir o mesmo efeito na pele protegida. Por exemplo, um protetor solar com FPS 8 permite que a pele leve oito vezes mais tempo para se queimar quando tratada por ele. É claro que se deve levar em consideração o tipo de pele. Dependendo da quantidade de melanina, substância que dá cor e proteção natural à pele, cada um suporta um tempo diferente de exposição solar. Na dúvida, a pessoa mais indicada para orientar o produto que melhor se adapta ao seu tipo de pele é o dermatologista.




COMBUSTÍVEIS E ENERGIA


Qual é o melhor combustível?

O petróleo tem diversas aplicações, sendo uma delas a sua utilização como combustível. Porém, como é um recurso não-renovável, suas reservas estão com os dias contados e, provavelmente, dentro de um século o petróleo não poderá mais ser usado como fonte de combustível.

Mas por que o petróleo tem sido mais utilizado como combustível do que outros materiais? Quais combustíveis poderão substituí-lo? A busca de respostas a essas questões vem mobilizando muitas indústrias e centros de pesquisa.

Os processos de obtenção de energia têm o calor, proveniente das reações de combustão, como sua principal fonte. Materiais diferentes, quando queimados, fornecem diferentes quantidades de energia. Por isso, ao longo dos tempos, a madeira foi sendo substituída pelo carvão vegetal, e este pelo carvão mineral, até se chegar ao petróleo. A eficiência energética do petróleo, ao ser queimado, é uma das razões de seu grande consumo, em relação a outros combustíveis.

Para escolher o melhor combustível, além da eficiência energética é necessário analisar fatores econômicos e ambientais relacionados às reações de combustão. Antes de prosseguir, vamos relembrar o que é combustão?

Combustão é a reação rápida de uma substância ou material com oxigénio (02), na qual há emissão de luz e calor. É considerado combustível qualquer substância ou material que reaja nessas condições. Os combustíveis podem ser sólidos, como a lenha; líquidos, como a gasolina; ou gasosos, como o gás metano.
Na escolha de um combustível, em função da aplicação a ser feita, consideram-se propriedades físicas e químicas, tais como volatilidade e reatividade. Além disso, é fundamental determinar seu potencial energético, ou seja, a quantidade de energia produzida por unidade de massa ou de volume (veja tabela abaixo).

A combustão de materiais como álcool, gasolina e óleo diesel é utilizada para fazer funcionar motores. Nela, o combustível é misturado ao ar e levado aos cilindros, onde é queimado ao receber uma faísca.





Como estávamos estudando, um dos fatores para a escolha  de um combustível é o ambiental.

Alguns combustíveis geram baixa quantidade de gases tóxicos; no entanto, pelo fato de produzirem pouco calor, precisam ser consumidos em quantidades maiores que outros combustíveis. Em consequencia, acabam lançando mais gases na atmosfera do que se fossem consumidos combustíveis que geram mais gases tóxicos, mas têm poder calororífico maior. Por isso, a avaliação ambiental de um combustível tem de levar em conta também o seu rendimento energético.


O ramo da Física que estuda as relações das transformações com a transferência de calor é a Termodinâmica, palavra criada a partir de termo, que se relaciona a calor, e dinâmica, que se relaciona a movimento ou mudanças. A área de estudo da Termodinâmica ampliou-se, englobando os processos físicos relacionados à energia.

Nessa área, foram desenvolvidas leis que permitem prever se determinados sistemas materiais, como, por exemplo, um novo combustível na presença de faísca em um motor, poderão ou não mudar. O estudo termodinâmico das transformações químicas é desenvolvido por uma área da Termodinâmica conhecida como Termoquímica.


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O OURO NEGRO



A exploração do petróleo como fonte energética mudou drasticamente a história do uso da energia na sociedade, nos últimos 100 anos. O petróleo passou a ser a principal fonte de energia para diversos setores de atividades econômicas. Como é um recurso esgotável, é preciso desenvolver alternativas que o substituam. Em vista disso, está ocorrendo uma nova revolução tecnológica, que já começamos a presenciar no final do século passado e deverá se consolidar no presente século. Conhecer um pouco mais sobre essa história é compreender muitos aspectos de nossa sociedade.

O petróleo já era conhecido desde a Idade Antiga. No Egito, era utilizado para iluminação, impermeabilização de casas, construção de pirâmides e embalsamamento de corpos. Era também empregado como remédio no tratamento de cálculos renais, escorbuto, cãibras, gota e reumatismo e como tônico para o coração. Como as formas de extraí-lo não eram muito eficientes, era pouco utilizado como combustível.

Somente na década de 1860, com a perfuração dos primeiros poços na Califórnia, Estados Unidos, o petróleo passou a ser explorado comercialmente. Inicialmente, somente querosene e lubrificantes eram aproveitados; a gasolina obtida era jogada nos rios, misturada ao querosene ou simplesmente queimada.

Posteriormente, a iluminação pública começou a ser feita com lampiões a petróleo, em substituição a óleos animais. No entanto, a grande revolução do petróleo ocorreu com a invenção dos motores de combustão interna e a produção de automóveis em grande escala. Esse fato causou uma reviravolta e a gasolina passou a ser uma das frações mais importantes do petróleo.
Hoje, estamos mergulhados na civilização do petróleo, que além de ser uma fonte básica de combustível para os principais meios de transporte, é matéria-prima estratégica para boa parte dos produtos químicos usados diariamente em diversos materiais. Usamos roupas e calçados de náilon, inúmeros objetos de plástico, diferentes tintas e detergentes, etc.

A utilização de petróleo como combustível materia-prima se expandiu, gerando grande dependência econômica de países que produzem, menos do que consomem. Uma manifestação dessa depedência foi a crise do petróleo de 1973-1974, desencadeada quando os países produtores resolveram tomar o controle da exploração que era feita por grandes companhias internacionais.

O temor de que as reservas de petróleo se esgotem leva à busca de novas fontes de energia. Além disso, a utilização dessa fonte de energia gera muitos problemas ambientais. Por isso, o Brasil vem investindo no desenvolvimento de fontes renováveis -.solar, eólica, pequenas centrais hidrelétricas e biomassa -, para aumentar a participação dessas fontes na matriz energética nacional. O Proálcool é um bom exemplo de programa criado no passado para o uso de álcool como combustível. Atualmente, há investimentos em programas para uso de energia eólica, biomassa e energia solar. Esta última tem sido muito utilizada em comunidades isoladas e que não digpõem de rede energética.
Contudo, o petróleo ainda possui papel decisivo na matriz energética mundial, sendo o grande responsável pelo setor de--transportes e por cerca 'de 10% da energia elétrica consumida. Para o Brasil, a previsão do término do petróleo não é desesperadora como para diversos outros países. Temos um grande potencial energético, com variadas fontes disponíveis: gás natural, xisto e carvão mineral, além de enormes potenciais hidráulico, eólico, solar e de biocombustíveis como o álcool e o biodiesel. Apesar da riqueza energética brasileira, sabemos que a utilização de quaisquer desses potenciais depende de fatores políticos, geográficos, sociais e estratégicos.





Referência Bibliográfica: QUÍMICA E SOCIEDADE - Vol. único - Wilbson Luiz P. dos Santos, Gerson de SouzaMól, (Coord) - São Paulo - Editora Nova Geração - 2005


3 comentários:

Profª Thaiza disse...
Olá Magide! =] A professora Sinara Duarte falou muitíssimo bem de seu blog que não tinha como não vir conferir! hehehe! E não tive outra opção a não ser me tornar mais uma seguidora! ^^! Realmente, ensinar Química é uma coisa maravilhoooooosa! É minha área também e, confesso, sou apaixonaaaaaaaaada por ela e por ensiná-la!!! Desejo sucesso com o blog e, espero poder estar sempre por aqui!! Abraços!
conversadeportugues disse...
Magide, alguém do grupo Blogs Educativos fez o convite para que todos viéssemos conhecer seu blog. Parabéns pelo conteúdo e pela organização. Andréa Motta
Vivi disse...
Olá, Magide, interessante blog para os amantes da química ou para aquelas pessoas atentas em aprender sobre curiosidades científicas. Gostei da foto de abertura do blog, bem legal, mas mais ainda do poético nome QUÍMICAMOR, ficou bem atrativo e com uma boa sonorização. Na educação, só com amor mesmo, ela quase como um sacerdócio, é muita doação e esperança. Parabéns!!! Abraços do André Mota